PLENILÚNIO
A bela madrugada em lua plena
A sorte desenhada noutro encanto
O passo desvendando o que garanto
E a morte noutro rumo enfim acena,
A sorte que pudesse e me serena
No caos se transformando, desencanto,
A vida desnudando o velho manto
A cada nova queda me condena.
Espero ser assim um logo após
Do todo desenhado um ser atroz
Tomando com firmeza cada ponto,
E o caos se originando do desejo
Apenas o passado inda vejo
E neste delirar prossigo tonto.
RITA DE CÁSSIA TIRADENTES REIS E MARCOS LOURES
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